A música é feita de vários elementos entre eles talento e técnica. Mas entre alguns artistas há algo que vem de dentro: a paixão. Esse sentimento que incomoda, tira o sono, o impulsiona a criar, e faz com que diversos momentos sirvam de inspiração. É sua chama de vida.

Gléuber Venancio está lançando seu primeiro CD independente!

Desde pequeno ouvindo valsas antigas cantadas pela avó Luzia e o tio Domingos, que era Luthier e músico, Gléuber Venâncio é um desses casos. Tem uma musicalidade sincera, quase ingênua, expressas em letras confessionais e acordes executados com maestria.

Nascido em Belo Horizonte em 02 de abril de 1979, aos 09 anos de idade, com ajuda do “Seu Alcides”, violonista e tio, aprendeu os primeiros acordes ao violão e, aos 11, ganhou uma guitarra-elétrica: “durante muito tempo isso era tudo que eu queria ter”.

Por mais que a música, com todas as experiências que ela proporciona, o levasse a descobrir o mundo, foi na família que Gléuber encontrou sua mola propulsora, como no incentivo e parceria com o primo Lakesander, na inspiração, companheirismo e essência de vida que foi sua mãe, e nas noites afora acompanhando o pai, Iluminador-técnico, em diversas peças teatrais e shows nas cochias do Francisco Nunes. Momentos que ajudaram a construir seu repertório cultural.

Vieram os anos 90, começaram as parcerias e a primeira banda. Watts-Nativos foi formada com o “compadre” e amigo Fernando Faria. A partir daí aconteceram apresentações em canais fechados, como o programa Big Drops, canal 30 e Tribo, canal 23, e também programas da extinta Rádio OVNI FM.

A camaradagem e afinidade musical dos dois renderam muitos frutos com diversas canções, arranjos, letras, shows além de muitas cervejas e, posteriormente, outras bandas como a “Horizonte Virtual”. Logo depois montaram um grupo extremamente autoral: o U-Manos, que ficou na ativa até 2007.

Em 2008, surgiu participação no projeto “Eu só quero meu morro feliz”. Tocando ao lado dos excelentes músicos Koto Germano (Baixo), Xiló Batera (Bateria) e Lúcio Assunção (Guitarra), Gléuber tocou no mesmo palco que vários artistas da cena independente de Contagem: Mister Black, Miss Black, Matheus Madeira, Maurício Fonseca, Fragmentos e também nomes consagrados: Sideral, Tchai, Enigma Black e Vira e Mexe.

A participação no primeiro festival de música veio em agosto de 2009 no Festibar, na cidade de Contagem. Nosso herói chegou à grande final e foi convidado a cantar ao lado do compositor e intérprete Leci Estrada, naquele que foi um momento marcante em que juntos interpretaram a música “Seu Moço”, canção que fez foi tema da novela “Jerônimo, Herói do Sertão” e fez parte da sua trilha sonora infanto-juvenil:

Seguiram-se os anos e em 2010 ele fez apresentações mais intimistas em formato “voz & violão”. Logo em 2011 chegaram novos parceiros. Em 2012 a música “Reggae Blue”, uma levada no melhor estilo reggae, ganhou videoclipe, dirigido e produzido por Bernardo Antônio e estrelado pela atriz carioca, Fernanda Dias.

Nesse período, seu trabalho refletiu a paixão pela MPB. Dentro do gênero, ele destaca a música mineira, inclusive a nova geração de bandas e compositores de quem é assumidamente fã, tendo todos os álbuns e frequentando shows. Mas como bom amante de valsas, destaca Francisco Petrônio, e as bandas Legião Urbana e Engenheiros do Hawai, cujos letristas o influenciaram soberanamente.

Ama Minas, mas o Rio de Janeiro o deixa balançado com o desejo de morar lá. Ele ouve músicas “por necessidade” o tempo todo e se inspira nos seus romances (muitas vezes platônicos), ilusões, momentos, emoções e até mesmo atrizes famosas… Tem espiritualidade aguçada e certa dose de misticismo, de onde extrai respostas para questões pessoais e dilemas. Se sente exagerado em relação a sentimentos amorosos. Apesar de tímido, quando sobe no palco se sente em casa.

Entre diversos ensaios, gravações e apresentações, Gléuber Venâncio está lançando seu primeiro CD independente, para ser distribuído. Não se preocupa com o mercado, nem sonha com a fama. Para ele, o importante é viver cada momento, dar cada passo, sem medir ou se preocupar com a dimensão.

E com fé, muito amor e bastante trabalho, ele segue em frente, sempre!